sábado, 22 de março de 2014

Sérgio Sampaio

Natural de Cachoeiro do Itapemirim (ES), assim como o rei Roberto Carlos. Filho do sapateiro Raul Sampaio e da professora Maria de Lourdes Morais.
Suas canções passam por ritmos como samba, blues, rock n' roll. No Rio de Janeiro conheceu Raul Seixas, então produtor da CBS, com quem formou grande amizade e parceria. Foi fazer o teste para tocar com Paulo Diniz, mas acabou contratado em seu lugar. No ano seguinte, participou do coro de Renato e seus Blue Caps.

Em 1972 vence o IV FIC com a canção "Eu quero é botar meu bloco na rua", e em 1973 lança o primeiro LP pela gravadora Philips, que contava com "Cala a boca Zé Bedeu", canção que ouviu aos 16 anos de seu pai.
Censurado pela ditadura e pela moral, teve vida de boêmio, já chegou a mendigar para viver nas ruas do Rio de Janeiro. Morreu em 1994, decorrente de pancreatite, assim como Raul morrera em 1989.

+ Histórias:
Segundo o "Correio da lapa", há a notícia triste de que o irmão de Sérgio, Dedé Caiano, morreu de fome em sua morada. Mais por falta de força de viver do que de comida. Dedé ainda chegou a publicar um livro.
Frustrado na noite que deveria ter sido a de autógrafos, pegou os 20 exemplares (40 páginas, cada) e atirou-os às águas plácidas do Rio Itapemirim, o mesmo que recebera as cinzas do cronista Rubem Braga, enquanto gritava "Vou lançar meu livro!" seguido de uma gargalhada fatal, aguda e semelhante à rara gargalhada de Sérgio Sampaio.
Helinho, outro irmão dos ditos "artistas malditos" permanece vivo (informações de 2009), também perigando a escorregar na vida aguardente.
Raul Sampaio (pai), autor de "Cala a boca Zebedeu" era sapateiro e regia uma lira, compunha hinos e sambas malandro com grande cadência.
Outros "artistas malditos" são Jards Macalé, Luiz Melodia, Tom Zé, Jorge Mautner e Walter Franco.

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