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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A doce e embriagante Coralie Clemént

Coralie Clément - Bye bye beauté (2005)
Falar desse disco não vai ser difícil. Nossa degustação de hoje é um prato refinado, cujos temperos foram bem escolhidos e a apresentação feita por um chéf experiente.

Coralie Clément, além de lindíssima, charmosa, é dona de uma voz doce, que por vezes ressoa como o veludo de um gato fofo.  Um sonho francês na mais lustrosa vitrine Participante de uma geração pop/chanson francesa, este álbum traz uma atmosfera calma mas ainda assim inebriante, com ótimos toques de indie pop.



O álbum Bye Bye Beauté abre com a belíssima Indécise, pra mim a melhor do disco... Seu canto é quase um sussurro, quase dá pra sentir um doce hálito de vinho no seu ouvido... quase dá pra sentir arrepios. Os metais são estupendos, fantásticos, sapecamente roubados de um trio mariachi. Depois do primeiro refrão (1:05), começa já um sutil arranjo trincado, zumbido, que acompanha e contrasta com sua voz (aumenta o volume). Se sente que a atmosfera da canção foi incrementada, também. De fones de ouvido, uma genialidade nos arranjos, provavelmente resultado do apadrinhamento do seu irmão, Benjamin Biolay.



Mais pourtant, em dueto com o Daniel Lorca (banda Nada Surf), traz um arranjo nervoso, psicodélico e simples, na guitarra. Um teclado igualmente alucinante e com um toque circense completa com glória o conjunto sonoro desta canção, que também é uma das minhas favoritas do álbum.






Em meio a um álbum com sutilidades (ou não!) que põem os auditores atentos a sonhar, cujos cérebros podem flutuar em meio a acordes, torções e distorções musicais... Eu bem que poderia falar mais, mas acho que vou deixar essas músicas falarem por si mesmo...

Este álbum não tem por aí afora, você vê só aqui
Bora curtir, musicalango!
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domingo, 27 de setembro de 2015

Cheese - Provolone People (2015)

Rios de gente, pessoas de queijo.



Papelzinho bacana, né?

Então, essa é a capa do compacto de estréia do Cheese, o Provolone People.
Todos têm visto que tenho curtido uns duos (e não foi intencional, julgo apenas o som), e esse duo paraense me conquistou de cara com seu beat marcante. O músico Raphael Guimarães e o produtor Fábio Pereira nos presenteia com essa obra virtual que abre portas para o que vem por aí: um futuro mofado.
Com apenas duas faixas, deixa um gosto de quero mais. D'um mar de leite azedo, um mofo do espaço.

Introduzindo Superstar, A faixa começa com um arranjo indie que bem podia integrar a trilha d'um jogo 8-bit de corrida, uma corrida que não dá pra ganhar todo dia; saindo da viagem... a bateria eletrônica marcante, teclado e guitarra preenchendo a música como gases da fermentação. Um não existe sem o outro.  A música fala da possibilidade da morte, quando sua existência deixa de ser física e passa a residir no imaginário, na consciência, numa prece, que paira sobre à pequenez do material, deste mundo louco e mesmo assim nos apegamos a ele, mas um dia podemos ser superestrelas



The Gloom vem um pouco mais arrojada, embora (per)sonifique a melancolia em si. Os samples ficaram excelentes, e parabenizo aos artistas pela pesquisa musical. Nas duas músicas, o timbre do vocal também achei bem aplicado.




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