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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Teresa Cristina canta Roberto

Aproveitando a deixa do último post (Andreia canta Rita Lee), venho trazer...

Teresa Cristina, artista com mais de 20 anos de carreira, majoritariamente dedicado ao samba e MPB.
Eu há um bom tempo queria conhecer Roberto Carlos, e acho que comecei do jeito certo! Teresa, que cresceu ouvindo sua mãe cantar Roberto, se inspirou pra fazer este trabalho fantástico.

O disco abre com "Ilegal, imoral ou engorda", numa ótima vibe, e tiro o chapéu para tudo, guitarras, bateria, baixo, vocal, back vocal, sopros, teclado... e já faz uma ótima chamada para o que vem por aí. Saca esse teclado crescendo até o fim, aí!


Ainda, essa fantástica interpretação de Curvas da estrada de Santos, que é uma ótima música, minha favorita (e de um monte de gente, né). Mas a interpretação tá fantástica, tanto vocal como instrumental!



O disco conta ainda com outras grandes canções: "Como 2 e 2" de Caetano, "O portão", "Quando", o rock/Ska "Do outro lado da cidade", e outras (Confira na lista, 1º link do youtube.

Os Outros são Vitor Paiva (baixo), Fabiano Ribeiro (bateria), Eduardo Sodré e Papel (guitarras) e Botika (vocal). E mais: Yuri Villar (sopros) e Ricardo Rito (teclados).

Baixar do Musicalango

Para comprar
iTunes (Versão Deluxe)
Deezer
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sábado, 30 de janeiro de 2016

Rita Lee, por Andreia Dias

Andreia Dias revisita obras setentistas de Rita Lee, no seu quarto álbum, Prisioneira do amor (2015).
A paulista já integrou a banda DonaZica, mas desde que saiu, de 2008 para cá, lançou 3 álbuns.


   A idéia da psicodélica homenagem surgiu quando Andreia fez alguns shows com os irmãos Nardo, Rubens e Beto, que acompanharam Rita lá nos 70's. Num desses shows, o dono do selo Jóia moderna viu, gostou, e levou tudo a um encontro com Tim Bernardes (O Terno), que produziu o disco, e inclusive gravou na sua própria casa.


   Andreia procurou escolher músicas mais lado B, dos primeiros discos da Rita, época em que Rita lançou Build Up (1970) e Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (1972). A única exceção é Ovelha Negra, que é a mais famosa, mas diversos fatores - pessoais e artísticos - levaram Andreia a incluir no repertório.


   No entanto, as músicas ganharam uma roupagem especial da banda e principalmente de Tim Bernardes, e até Ovelha Negra é mostrada de uma forma bem diferente do que a maioria está acostumada.


Pessoalmente, gostei do trabalho, os toques de psicodelia são muito bons, tiveram boas sacadas, se mantendo fiel à proposta original. Essa audição realmente nos traz uma emoção singular e até nostálgica pra quem conhece o trabalho da Rita.

Tá aí! Uma coisa que Com certeza vale a pena você conferir, vai ser uma audição gostosa, prazerosa.
Dê um saque aqui, calango!
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domingo, 20 de dezembro de 2015

Imagine: Redescobrir o clássico de John Lennon

John Lennon - Imagine (1971)

ESSE DISCO INTEIRO É BOM!

  O álbum abre com a canção que dá título, Imagine.
Com instrumentais relativamente simples, eles estão mais que adequados, pois são o pano de fundo para a letra que apresenta a fantástica utopia: Um mundo melhor. Um mundo sem idéia de céu ou inferno - Significa que você não espera um julgamento das suas ações, você é o responsável tanto pelas ações quanto pelo julgamento. Um mundo sem fronteiras, seja de países ou religiões. Um mundo mais unificado! Imagine não haver posses, sem necessidade de ganância ou fome
  Imagine é uma proposta de mundo melhor, com mais união, através do trabalho de cada um em renunciar o egoismo, de aceitar a responsabilidade de viver dessa forma, pra que se alcance a paz e felicidade.
Outra música pró-pacífica é a "I don't wanna be a soldier mama", também muito boa


  How do you sleep é a minha favorita nesse disco. Nossa, que arranjos fenomenais! O timbre da guitarra e os acordes estavam a cargo de George Harrisson (que também vale a pena conhecer suas músicas)....  Muito embora a letra não traz uma boa história.
  Quando Paul McCartney lançou o RAM (1971), muita gente, inclusive Lennon, interpretou as músicas como indiretas a ele: Em "Too many people", uma crítica aos envolvimentos pacifistas e anti-governamentais. Em "Dear boy" e "The back seat of my car" e "Too many people" seria uma crítica à relação Lennon.Yoko em detrimento da amizade Paul.Lennon. 
  Daí Lennon fez "How do you sleep" como resposta, citando que as coisas realmente relevantes que Paul fez foi dar a idéia de Sgt. Pepper, e a música Yesterday (a mais regravada dos Beatles).
   O próprio Ringo Starr sentiu-se incomodado com a briga e não participou dessa.
Ainda bem que os ressentimentos não foram eternos, eles reataram a amizade, embora não como antes.

  Ainda gosto muito de Crippled inside, que trata das máscaras que vestimos, pra fazer tudo parecer legal, tá tudo bem, mas no interior estamos aleijados, sujos. As roupas bonitas, maquiagens, carros, hábitos de ir à igreja, seriam muitas vezes capas para ocultar nossa sujeira interior. No fundo, estamos com a alma impura.

Enfim, é um álbum muito gostoso de ouvir, seja sozinho, seja viajando no carro, numa reunião com os amigos. Altamente recomendada essa audição.

Downloads:


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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Aquila

Aquila

Aquila (1970)                    



Banda que lançou seu disco único, no País de Gales, por um preço baixo perante a qualidade. Geralmente definido como art rock, traz fortes influências do Jazz, heavy rock, psicodélico, progressivo. Esse agrupamento foi tão raro que dizem que até a foto do encarte foi feita de recortes dos integrantes.
O líder e autor das músicas foi Ralph Denyer, que fora vocalista e guitarrista da Blonde on Blonde, que ao deixá-la em 1970 formou Aquila com seus velhos amigos. 

É um mistério o que aconteceu com a banda, ainda mais devido ao fato de terem assinado com uma grande gravadora como a RCA. George Lee, instrumentista de sopro, entrou no ARRIVAL, uma colaboração de vocais (Seria este George Lee o mesmo integrante dos Burning Spear, e Toots & The Maytals?);

Fãs de Aquila poderão curtir também Chicago, Traffic e Argent.

Conheça: link 1; link 2!!

++ Blonde on Blonde recrutou um amigo de Denyer, David Thomas enquanto gravavam "Rebirth", seu álbum mais aclamado.
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sábado, 25 de janeiro de 2014

Mopho

Mopho

Banda altamente psicodélica, é com enorme prazer que venho falar da Mopho, banda alagoana que veio botar pra f**** com muita psicodelia. Eles não estão nem aí pra modismos, não se preocupam em seguir tendência.


Em 1989, João Paulo e Junior Bocão já tocavam covers de Beatles em Arapiraca (AL). E 1994 João Paulo se mudou para Maceió e formou a Água Mineral (Rock and Roll  Blues), e em 1996 muda o nome para Mopho. Nasceu a Mopho. O nome é devido a brincadeiras com amigos que, na efervescência do movimento Manguebat (Recife) disseram que a banda ia "mofar" no estúdio.
Em 1997 a primeira demo tape, apenas em K7 com "Uma leitura mineral incrível" com apelo rock progressivo marcante.

Em 2000, pelo selo Baratos & Afins, é lançado o álbum homônimo "Mopho", muito aclamado pela crítica nacional e deu à banda projeção para participar de festivais de música diversos. O disco ainda figurou num TOP 35 da rádio californiana KALX; ganhou elogios de Arnaldo Baptista (Mutantes); Rogério Duprat; Wondermints (Banda americana).

Prestes a lançar o segundo trabalho, a banda se dissolve em 2003. Junior Bocão e Hélio Pisca vão para SP e formam a Casa Flutuante. 
Em 2004, a banda se reúne com apenas 2 membros da formação original e lança o sine Diabolo Nullus Deus (Baratos & Afins) com um som mais cru e rockérico, a exemplo de "Tanto barulho por nada" e "Hoje eu lembrei do seu sorriso".

Após um hiato de 5 a 7 anos, Mopho retorna com o lançamento do "Volume 3". Ouso citar Arnaldo Baptista, dizendo "o contrário de Mopho não é fômo, é vortêmo"


Claro que o mp3 nunca terá a qualidade original e você perde de ver muita coisa da Mopho, então para conferir e saborear TUDO que a Mopho tem, adquira o disco (físico) deles na loja Baratos & Afins ou na loja da Pisces.

Formação: João Paulo (Guitarra e voz); Hélio Pisca (bateria); Junior Beatle (baixo e voz); Marco Túlio (cordas); Leonardo Luiz (teclado).

Discografia de estúdio:
Capa Mopho (2000)

Capa Sine diabolo Nullus Deus (2004)

Capa Volume 3 (2011)
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Lula Côrtes

Sem papas na língua, nasceu em 1949 Luiz Agusto Martins Côrtes: Lula Côrtes.

Segundo ele, tem participação em mais de 50 álbuns. Trabalhou e influenciou fortemente diversos músicos, como Zé Ramalho, Zé da Flauta, Lailson, Jarbas Mariz, Marconi Notaro, Ivinho / Ave Sangria, Flaviola e o Bando do Sol, Paulo Rafael, Robertinho de Recife... Toda essa galera de peso, ícones áureos da música nordestina e nacional.

Em suas obras, tanto músicas como livros e pinturas, foi possível observar a versatilidade ao viajar espiritualmente quando influenciado pela cultura indiana; uso de alucinógenos, durante a fase de criação do seu maior e internacionalmente aclamado álbum Paêbirú, juntamente a Zé Ramalho.

Seu trabalho inacabado, "Tarja preta" foi interrompido por sua morte em 2011, devido ao câncer. Segundo Côrtes, "tratava-se de um tratado sociológico sobre a situação atual da juventude atual, dividido em três comprimidos (discos). Então é um trabalho diário. Sobre o crack, o crime, homossexualismo, sobre o emo. Tem a EmoCrise que estou escrevendo..."

O último ou um dos últimos shows em que Lula foi gravado, foi o show Vivo, juntamente com os também míticos Zé da Flauta e Paulo Rafael. Trechos abaixo




Leia uma ótima entrevista com Lula Côrtes no site Interpoética.
De brinde, ilustrações de Lula Côrtes com poemas de Cristiano Jerônimo.
E não deixe de conferir seus discos, todos são excelente recomendação a qualquer pesquisador musical do gênero.
1973 Satwa - Rozenblit - Com Lailson
1975 Paêbirú - Rozenblit - Com Zé Ramalho
1980 Rosa de Sangue
1981 O gosto novo da vida - Ariola
1988 Bom Shankah Bolenajh - com Jarbas Mariz
1995 Lula Côrtes & Má Companhia
2006 A vida não é sopa - Sopa diário

E disponibilizo 3 faixas exclusivas do "Tarja Preta", álbum que Lulinha gravava antes do falecimento. Não sabemos se há outras músicas gravadas, se o álbum vai sair... Não temos nenhum fim lucrativo, e pelo que vejo entre as entrevistas de Lula Côrtes, ele não iria brigar por isso, uma vez que o que o enfurecia era a hipocrisia comercial que acometia a cultura - segundo ele, com acordos de interesse mediante órgãos de fomento e governo. Espero apenas continuar a manutenção da memória viva de Lula. Obrigado pela compreensão.

Ouça, calango!
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domingo, 8 de dezembro de 2013

Plástico Lunar: Coleção de viagens espaciais (2009)

Plástico Lunar


Banda sergipana de rock psicodélico, alcançou no seu último álbum completo - Coleção de viagens espaciais - a qualidade de obra-prima do rock psicodélico brasileiro, e deve figurar entre a coleção de qualquer amante do gênero.


A letra, teclados, baixo, bateria são incríveis, e a expressão vocal do frontman Daniel Torres fecha a mistura com chave de ouro.
Tentei e não consegui entrevista; e nada mais tenho a dizer, a não ser desejar boa viagem espacial.

Você pode fazer o download gratuito no SoundCloud.
Informações para contato aqui.
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domingo, 3 de novembro de 2013

Adam & Juliette: Tutatis / Belenos (2013)

Adam e Juliette

Tutatis / Belenos (2013)

Para abrir as postagens de novembro, trago esta banda florianopolitana, formada em abril de 2010.
O nome homenageia a Adam Nikolai Creigwely, explorador e arqueólogo botânico suíço, conhecido por suas expedições a regiões de alta pressão atmosférica à procura dos portões de Undal. Sua mulher, Juliette Lux-Creigwely o acompanhava com o registro de mapas e diários de viagem, sendo também entusiasta das controversas pesquisas sobre a mitologia undalesca.

Sendo assim, é hora de pegar sua barraca e antipsicóticos, pois você vai iniciar uma exploração, uma jornada tripcodélica quando escutar este álbum. Não se sinta inibido a desligar a luz, ou acender apenas aquela luminária colorida. Se você foi injustamente colocado num manicômio, tente fugir mas antes dê um jeito de escutar este som com seus novos companheiros.




"Agora falando sério", Adam e Juliette é uma banda (?) com grande potencial, que tem seu público alvo definido, bem como seu objetivo. Estou torcendo muito por essa galera e espero que tenha a oportunidade de vê-los aqui na minha cidade ou em qualquer lugar.
Seu som traz requintes de rock progressivo, e muita psicodelia, arranjos eletrônicos (ou não) misturados a narrativas que temperam ainda mais o ambiente psicodélico.

Agora trago uma entrevista exclusiva da banda ao nosso portal psicodélico!

* Tá, agora que eu sei quem eram Adam e Juliette, quem são os integrantes/idealizadores da banda?

R: Iniciou-se com o próprio casal Creigwely, há mais anos do que podemos contar, fazendo versões baratas da música tradicional undalesca, para a qual lhes faltavam os instrumentos adequados. Eles faliram, então pouco depois a banda passou pra dois tios do Mariano Rimbowski, pai do Berga Rimbowski que foi quem nos convidou pra entrar. Foi quando o primeiro tio morreu de cirrose que o pai do Berga deixou ele chamar amigos pra banda, e fomos todos nós (Daniel Postal Danilo Mello Gabriel Dutra Julian Brzozowski). A gente entrou como quarteto de sopros, mas começamos a escrever música que era muito melancólica pra eles, então saíram todos e só restou a gente, até hoje.

Inevitável aqui não lembrar da importância dos Rimbowski para a solidificação do grupo enquanto tal. O casal Creigwely enquanto aventureiros mantinham tudo sob extremo controle, com muitas anotações, mapas, diários, notas de rodapé, mas na questão musical, foram os Rimbowski que alçaram o nome dos Creigwely do desconhecido, do anonimato, do ocaso, do ócio, do marasmo, do esquecimento, da amnésia. Os Rimbowski (e isso é uma questão um tanto quanto controversa até hoje), tinham uma rixa muito intensa com os Creigwely, dizem até que eles fizeram um duelo (o Mariano e o Adam Nikolai) para decidir quem ficaria com o direito sobre as músicas; o duelo terminou com o Adam seriamente ferido na contra-costas (o que o instigou a partir para a sua última aventura em busca dos portões de Undal), e o Mariano acabou morrendo semanas depois em decorrência dos ferimentos. Com peso na consciência, Adam Nikolai Creigwely cede os direitos para Berga, resultando no que temos hoje.


* Quais as influências musicais que contribuiram para sonorizar este álbum?
R: O "Kunstwerk im Zeitalter" da Reproduzierbarkeit; qualquer coisa do Reggie Watts (mas qualquer coisa mesmo); Walter Benjamin (principalmente as teses); algum Dave Matthews (principalmente o mais alto e magro); uma pitada de Rancière (mais na questão estética); pouco Skrillex (um ou dois e meio); leve Jamiroquai (com muito peso em certas partes); e o titio Fiódor Dostoiévski (ali pelos Demônios e o Idiota).


* Qual o público alvo e o que vocês esperam desse público?
R: Nosso público alvo são jovens entusiastas, esperamos que nos entusiasmem, assim como nos entusiasmam aqueles que se demonstram entusiasmados; mas também buscamos pescar das profundezas do cenário musical pessoas que até então não tiveram a oportunidade de ouvir algo que realmente as fizesse pensar, questionar, traze-las para uma realidade onde as possibilidades são ilimitadas, e não apenas 4/4.


* Além de Floripa (certo?) onde mais vocês costumam tocar, onde fazem seu circuito de shows?
R: Certo; certo; certo; certo. Itajaí; quiçá Sapiranga; L.A. é uma boa pedida, mas nada garantido; temos previsão de alcançar a lua, e fazer o primeiro show quando inaugurarem as habitações de colonização em Marte.

* O que vocês pensam sobre disponibilizar material fonográfico grátis na internet?
R: Achamos que é o único modo civilizado de se compartilhar música no mundo moderno, já que os louros do sucesso levando em conta outros métodos (CD) visam apenas enriquecer a já naufragada indústria fonográfica.

* Vocês acreditam na industria musical, ao dizer que a internet inibe a tiragem de vendas de albuns? (desculpem-me se direcionei a pergunta).
R: A compra de CDs, até que os anos passem para lhe permitir seu próprio apelo retrô, morreu, no sentido de: não mais vive. Não mais pode o pobre artista esperar receber seus anteriores 0,037% referentes à venda de seu disco no cestinho de 3 por 5 da Multisom do Iguatemi. Os tempos mudaram: temos carros voadores, robôs-empregada-doméstica e torrent. E achamos que disponibilizar o material fonográfico grátis na internet é o único modo civilizado de se compartilhar música no mundo moderno.

* O que vocês almejam p/ os meses seguintes, já tem algum álbum ou projeto em construção?
Resp: Almejamos o mundo, e isso é verdade. Concordo em grau, número e gênero, acrescentando lua e Marte.

* Manda um recado p/ o pessoal de Maceió e Brasil, aproveita e deixa sua contribuição, faz um pedido de álbum / música pra recomendar pra gente, um bem massa!
R: BJJJJJJJJ MACEEEEOOOOOOOOOOOOO PEDIMO "Kiss from a Rose", do Seal, mashupzado com o Boléro de Ravel.
Caramba, cacei tudo na internet e não achei esse mash-up. Desculpaê gente, mas seu "X-bacon vai sair sem queijo". Ponho esta animação interessante pra vocês curtirem a pedida da AJ.


Baixar em alta qualidade: http://goo.gl/N2Y0wj (ligação provida pela banda)
Página dos loucos: http://adamejuliette.com/
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pussy: Pussy Plays (1969)

Pussy

Pussy Plays (1969)


"Banda psicodélica excelente e álbum de difícil aquisição", citando uma leitura. Do Reino Unido (UK), Pussy fazia desde 1967(?) seu rockzinho psicodélico com a mais alta qualidade. Sua formação era um mistério, pois nunca revelaram sua identidade, mas recentemente se soube quem eram os autores dessa pérola: parece que os integrantes vêm de uma banda de meados de '60, The Creepers. 
Dek Boyce - Vocais
Steve Towsend - Bateria
Jez Turner - Baixo
Barry Clark - guitarra
Peter Whiteman - teclado
+ Danny Beckerman: compositor de 7 das 8 músicas

Lançado em 1969, sob o pequeno selo da Morgan Blue Town, o álbum "Pussy Plays", conta com 8 faixas autorais. Este álbum é descrito como a "bíblia dos fãs de progressivo e psicodélico". Seus LPs praticamente desapareceram, mas a obra ganhou relançamento em CD pela Demon Records Ltd.
O disco traz toques de progressivo mas é originalmente psicodélico, conta com ótimas viradas durante as músicas.

Steve Towsend, baterista, ajudou nos dias atuais a elucidar a obscura história do álbum, que nos remete a meados de 1960, Hertfordshire, onde Towsend, Dek Boyce e Jez Turner estavam envolvidos com a cena musical. Inicialmente éramos chamados The Creepers, mas quando a era psicodélico veio à tona, aparecemos com uns nomes estranho, chegamos a ser conhecidos como "We Shake Milk after the old milk posters". Chegamos a gravar algumas demos, mas nada sério, nada disponível comercialmente.
Na metade da década, The Creepers tocaram em festivais, sob Graham Bond Organisation, bem como The Who antes do lançamento do seu "My Generation". 
Cansados de serem "peixe grande em lago pequeno", decidiram ir ao cenário nacional. O baterista então pôs um aviso no Melody Makers, e assim conseguiu os novos integrantes, o guitarrista Barry Clark e o tecladista Peter Whiteman.
Clark se mostrou um músico amigável, com bons contatos. Ele era particularmente ligado a Danny Beckerman, compositor/produtor/arranjador de talento no Morgan Sound Recording Studios em Willesden, Londres. 
Beckerman, que já lançara materiais sob nomes como Fortes Mentum e Barnaby Rudge, estava com Barry Clark procurando uma banda para lançar sob seu novo selo de música progressiva, o Morgan Blue Town. Com Clark, Whiteman e Towsend, o baterista recrutou dois dos seus amigos na We Shake Milk, e eram agora 5 integrantes. Com instrumental e vocais adicionais supridos por Beckerman, nasceu o Pussy Plays. The Open Ground foi a única faixa "não-Beckerman", composta por Clark/Towsend. 
Então, o álbum era uma representação apurada da musicalidade da banda, ou um projeto de estúdio cuja banda foi a "mão de obra contratada" ? "Meio a meio" responde Steve Towsend. Tivemos uma participação maior ou menor em cada faixa. "Em The Open Ground, eu quis que tivesse aquele clima Tolkienesco, meio Lord of the Rings. Enquanto Beckerman era um escritor pop de estilo rebuscado, quisemos dar a seu álbum uma perspectiva contemporânea. Também fomos responsáveis pelo nome da banda, título e arte. O gato foi desenho de Gordon Beningfield, irmão de fé do Dek Boyce."
Enquanto Beckerman continuou uma série de lançamentos e pseudônimos, Towsend, Boyce e Turner voltaram à tranquilidade relativa de Hertfordshire em bandas como Twilly, deixando cópias do Pussy Plays a preço de barganha.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

The Wilde Flowers: Wilde Flowers (1994)

The Wilde Flowers

Wilde Flowers (1994)

Formada em 1964, em Canterbury, Kent, Reino Unido, os Wilde Flowers são daquelas bandas com qualidade excepcional mas que não formaram uma discografia sólida. Foram responsáveis pela ascensão da cena musical de Canterbury, abrindo caminho para Soft Machine e Caravan, bandas de Rock e Rock progressivo que herdaram as influências e integrantes do Wilde Flowers.


Embora não tenham gravado um único disco em estúdio, essa banda deixou marcas duradouras que sobreviveram e, em 1994, foi lançado uma espécie de compilação da carreira da banda, gerando essa pérola.
Sua versão do blues "Parchman Farm" fala por si, e não preciso falar mais nada.

Integrantes:
Robert Wyatt
Dave Sinclair
Richard Sinclair
Hugh Hopper
Brian Hopper
Dave Lawrence
Kevin Ayers
Richard Coughlan
Pye Hastings
Graham Flight
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vintage Trouble (2012)

Vintage Trouble

Bomb Shelter Sessions (2012)

Grupo que faz a "pelvis" balançar desde 2010, os americanos do Vintage Trouble conquistaram espaço na cena musical com ritmos embalantes. 
Valendo-se de guitarra, drives, bateria ritmada, meia-lua, gaita e um bocado de suingue, os caras metem o Rock n' Roll até rolar encrenca. Elementos de Soul e Blues ajudam a temperar ainda mais...
O single "Blues Hand me Down" certamente vai subir sua adrenalina, e "Love with me" te pega com o bumbo e termina te contagiando pra, também, cantar love with me....

Neste blog, meu objetivo é fazer um review sem frescuras, mas no disco Bomb Shelter Sessions praticamente não tem nenhuma música ruim. Pode botar naquela festa, na sala, no carro, que vai animar.
Além de Blues hand me down, cito Jezzebella, You better believe it, Total strangers como as minhas favoritas.


Conheça:
       Youtube


Site oficial

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