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sábado, 30 de janeiro de 2016

Rita Lee, por Andreia Dias

Andreia Dias revisita obras setentistas de Rita Lee, no seu quarto álbum, Prisioneira do amor (2015).
A paulista já integrou a banda DonaZica, mas desde que saiu, de 2008 para cá, lançou 3 álbuns.


   A idéia da psicodélica homenagem surgiu quando Andreia fez alguns shows com os irmãos Nardo, Rubens e Beto, que acompanharam Rita lá nos 70's. Num desses shows, o dono do selo Jóia moderna viu, gostou, e levou tudo a um encontro com Tim Bernardes (O Terno), que produziu o disco, e inclusive gravou na sua própria casa.


   Andreia procurou escolher músicas mais lado B, dos primeiros discos da Rita, época em que Rita lançou Build Up (1970) e Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (1972). A única exceção é Ovelha Negra, que é a mais famosa, mas diversos fatores - pessoais e artísticos - levaram Andreia a incluir no repertório.


   No entanto, as músicas ganharam uma roupagem especial da banda e principalmente de Tim Bernardes, e até Ovelha Negra é mostrada de uma forma bem diferente do que a maioria está acostumada.


Pessoalmente, gostei do trabalho, os toques de psicodelia são muito bons, tiveram boas sacadas, se mantendo fiel à proposta original. Essa audição realmente nos traz uma emoção singular e até nostálgica pra quem conhece o trabalho da Rita.

Tá aí! Uma coisa que Com certeza vale a pena você conferir, vai ser uma audição gostosa, prazerosa.
Dê um saque aqui, calango!
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sábado, 20 de setembro de 2014

Klatu

Em busca do rock infinito (2008)


Um álbum que é dificílimo de classificar, de rotular, é esta obra prima da prog-psicodelia brasileira. Apesar de ter ouvido uma vez, não tinha viajado muito no som dessa banda até ouvi-la uma segunda vez.
Sim, acho que não tive estômago, acho que foi um corpo estranho na minha corrente sanguínea, que foi atacado pelo sistema imune mas que agora foi tolerado a ponto de virar um pequeno vício! Isso porque só com uma overdose (volume alto) eu pude presenciar os efeitos desse som.

Não dá pra só dizer que é Rock Psicodélico, tem faixas com um toque progressivo como "Vai se acabar", mas na maioria delas vemos além da psicodelia, uma fração de Soul, Jazz, Blues e até Rock Glam. De qualquer forma, é um rock setentista.
Ainda precisa melhorar o vocal, mas os efeitos aplicados cabem como uma luva.
Os solos chegam na hora certa, resultado da influência de Pink Floyd.

Quem curte Mutantes, vai se aclimatar melhor com a sonoridade, mas ainda vai perceber essa acidez difícil de segurar no estômago, então em faixas como "Mais 8 que 80" você pode achar um pouco irritante.

Opus 67 in J bemol é uma delícia psicodélica, com vocais sincronizados ao back vocal, efeitos de voz e mais um piano dando mais uma vez o toque do funk jazz às músicas. Você ainda vê uma referência à lendária banda de progressivo brasileiro, Som Nosso de Cada Dia: Sinal da Paranóia (#Ficadica), e Raul Seixas: "Vendo tudo aquilo que se faz dentro do banheiro", entre outros.


Em "Kuarta dimensão" você vai encontrar uns arranjos de jazz, com um suingue tipo funk rock / soul, uma guitarra que lembra também o rock glam do Secos & Molhados (#Ficadica).

A faixa bônus remete à antiga banda de Carol Arantes e Leco Peres, Molho inglês (2001), a faixa foi remixada para ser posta no disco.
Então, quando estiver pronto pra sua overdose, aumente o volume e curta essa viagem psico-espaço-temporal!!!

Favoritas: Teoria e prática do rock infinito, Kuarta dimensão, Opus 67 in J bemol, Zé Eurico, Vai se acabar, Molho inglês (bônus)

Quem quiser comprar o disco, é só ir no Mercado Livre!

Ficha
Carol Arantes: Vocal
Leco Peres: Baixo
André Ayres Barará: Guitarra
Felipe Silva: Bateria

Apoio musical: Rodrigo Hid (Banda Pedra e ex-Patrulha do espaço), Teclado, piano, sintetizador, violão e guitarra-base; Junior Muelas (Estação da Luz), bateria; Roby Pontes, percussão; Marcião Soul (Mizzytrio), Xande (Grupo Baranga) e Vicente Carrari, guitarra de apoio. Lu Vitalino (Made in Brazil) e Pati Nascimento (Virtude), vocal de apoio.

Entre na mata do calango:



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sábado, 25 de janeiro de 2014

Mopho

Mopho

Banda altamente psicodélica, é com enorme prazer que venho falar da Mopho, banda alagoana que veio botar pra f**** com muita psicodelia. Eles não estão nem aí pra modismos, não se preocupam em seguir tendência.


Em 1989, João Paulo e Junior Bocão já tocavam covers de Beatles em Arapiraca (AL). E 1994 João Paulo se mudou para Maceió e formou a Água Mineral (Rock and Roll  Blues), e em 1996 muda o nome para Mopho. Nasceu a Mopho. O nome é devido a brincadeiras com amigos que, na efervescência do movimento Manguebat (Recife) disseram que a banda ia "mofar" no estúdio.
Em 1997 a primeira demo tape, apenas em K7 com "Uma leitura mineral incrível" com apelo rock progressivo marcante.

Em 2000, pelo selo Baratos & Afins, é lançado o álbum homônimo "Mopho", muito aclamado pela crítica nacional e deu à banda projeção para participar de festivais de música diversos. O disco ainda figurou num TOP 35 da rádio californiana KALX; ganhou elogios de Arnaldo Baptista (Mutantes); Rogério Duprat; Wondermints (Banda americana).

Prestes a lançar o segundo trabalho, a banda se dissolve em 2003. Junior Bocão e Hélio Pisca vão para SP e formam a Casa Flutuante. 
Em 2004, a banda se reúne com apenas 2 membros da formação original e lança o sine Diabolo Nullus Deus (Baratos & Afins) com um som mais cru e rockérico, a exemplo de "Tanto barulho por nada" e "Hoje eu lembrei do seu sorriso".

Após um hiato de 5 a 7 anos, Mopho retorna com o lançamento do "Volume 3". Ouso citar Arnaldo Baptista, dizendo "o contrário de Mopho não é fômo, é vortêmo"


Claro que o mp3 nunca terá a qualidade original e você perde de ver muita coisa da Mopho, então para conferir e saborear TUDO que a Mopho tem, adquira o disco (físico) deles na loja Baratos & Afins ou na loja da Pisces.

Formação: João Paulo (Guitarra e voz); Hélio Pisca (bateria); Junior Beatle (baixo e voz); Marco Túlio (cordas); Leonardo Luiz (teclado).

Discografia de estúdio:
Capa Mopho (2000)

Capa Sine diabolo Nullus Deus (2004)

Capa Volume 3 (2011)
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Lula Côrtes

Sem papas na língua, nasceu em 1949 Luiz Agusto Martins Côrtes: Lula Côrtes.

Segundo ele, tem participação em mais de 50 álbuns. Trabalhou e influenciou fortemente diversos músicos, como Zé Ramalho, Zé da Flauta, Lailson, Jarbas Mariz, Marconi Notaro, Ivinho / Ave Sangria, Flaviola e o Bando do Sol, Paulo Rafael, Robertinho de Recife... Toda essa galera de peso, ícones áureos da música nordestina e nacional.

Em suas obras, tanto músicas como livros e pinturas, foi possível observar a versatilidade ao viajar espiritualmente quando influenciado pela cultura indiana; uso de alucinógenos, durante a fase de criação do seu maior e internacionalmente aclamado álbum Paêbirú, juntamente a Zé Ramalho.

Seu trabalho inacabado, "Tarja preta" foi interrompido por sua morte em 2011, devido ao câncer. Segundo Côrtes, "tratava-se de um tratado sociológico sobre a situação atual da juventude atual, dividido em três comprimidos (discos). Então é um trabalho diário. Sobre o crack, o crime, homossexualismo, sobre o emo. Tem a EmoCrise que estou escrevendo..."

O último ou um dos últimos shows em que Lula foi gravado, foi o show Vivo, juntamente com os também míticos Zé da Flauta e Paulo Rafael. Trechos abaixo




Leia uma ótima entrevista com Lula Côrtes no site Interpoética.
De brinde, ilustrações de Lula Côrtes com poemas de Cristiano Jerônimo.
E não deixe de conferir seus discos, todos são excelente recomendação a qualquer pesquisador musical do gênero.
1973 Satwa - Rozenblit - Com Lailson
1975 Paêbirú - Rozenblit - Com Zé Ramalho
1980 Rosa de Sangue
1981 O gosto novo da vida - Ariola
1988 Bom Shankah Bolenajh - com Jarbas Mariz
1995 Lula Côrtes & Má Companhia
2006 A vida não é sopa - Sopa diário

E disponibilizo 3 faixas exclusivas do "Tarja Preta", álbum que Lulinha gravava antes do falecimento. Não sabemos se há outras músicas gravadas, se o álbum vai sair... Não temos nenhum fim lucrativo, e pelo que vejo entre as entrevistas de Lula Côrtes, ele não iria brigar por isso, uma vez que o que o enfurecia era a hipocrisia comercial que acometia a cultura - segundo ele, com acordos de interesse mediante órgãos de fomento e governo. Espero apenas continuar a manutenção da memória viva de Lula. Obrigado pela compreensão.

Ouça, calango!
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Zé Ramalho e Lula Côrtes: O caminho da montanha do Sol

José Ramalho Neto e Luiz Augusto Martins Côrtes, um "super-duo". Do seu místico encontro houve uma explosão musical de 14 Megatons, o mítico Paêbirú (Caminho da montanha do Sol).
Este raríssimo álbum foi lançado pelo selo Rozenblit, e quase todas as 1.300 cópias foram destruídas durante uma inundação em Recife no mesmo ano de lançamento (1975), restando cerca de 300 cópias originais. A fita master também foi destruída. Relançado em 1995 pela gravadora alemã Shadoks Music, e 2008 pela inglesa Mr. Bongo, e 2012 no Brasil, não obstante sua qualidade perpassar qualquer dificuldade. O disco é hoje o vinil de maior valor comercial do mercado brasileiro e mundial, suas cópias já alcançaram o valor de R$ 5.000!!


O álbum é inoxidável. Traz elementos de Rock psicodélico, jazz e ritmos regionais / nordestinos, afoxé(?). A principal inspiração do duo foi a Pedra do Ingá, no município de Ingá, interior da Paraíba, que é hoje um dos monumentos arqueológicos mais significativos do mundo. No decorrer do álbum, o usuário, auditor, expectador enfim... se depara com "Sumé": entidade mitológica em que os indígenas acreditavam antes da colonização.




O álbum duplo traz 4 lados: Terra, ar, fogo e água. Em terra, observamos tambores, congas, flauta e sax alto, e ainda berimbau; em ar, há harpas, violas, e ainda suspiros, conversas e risadas. Fogo parece ser o lado mais pesado do disco, contando com guitarra distorcida, órgão e um som menos acústico, lançando-se fundo no rock psicodélico. Água traz sons de água corrente, louvação a Iemanjá, e incorporação de gêneros como o baião.





Cabe adicionar que contribuiram para o disco Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Don Tronxo participa na guitarra em "Harpa dos Ares", segundo Zé Ramalho ele era um dos mais loucos naqueles anos psicodélicos.
A arte do álbum ficou a cargo de Kátia Mesel, então esposa de Lula Côrtes, cujas imagens foram obtidas em várias visitas à Pedra do Ingá.
Paêbirú, o caminho da montanha do Sol, que se estendia por mais de 1.200 km da costa brasileira, do oceano Atlântico ao Pacífico.

Confira entrevista com zé Ramalho no Psicodélico.
Calango, ouça tudo!.
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domingo, 8 de dezembro de 2013

Plástico Lunar: Coleção de viagens espaciais (2009)

Plástico Lunar


Banda sergipana de rock psicodélico, alcançou no seu último álbum completo - Coleção de viagens espaciais - a qualidade de obra-prima do rock psicodélico brasileiro, e deve figurar entre a coleção de qualquer amante do gênero.


A letra, teclados, baixo, bateria são incríveis, e a expressão vocal do frontman Daniel Torres fecha a mistura com chave de ouro.
Tentei e não consegui entrevista; e nada mais tenho a dizer, a não ser desejar boa viagem espacial.

Você pode fazer o download gratuito no SoundCloud.
Informações para contato aqui.
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domingo, 3 de novembro de 2013

Adam & Juliette: Tutatis / Belenos (2013)

Adam e Juliette

Tutatis / Belenos (2013)

Para abrir as postagens de novembro, trago esta banda florianopolitana, formada em abril de 2010.
O nome homenageia a Adam Nikolai Creigwely, explorador e arqueólogo botânico suíço, conhecido por suas expedições a regiões de alta pressão atmosférica à procura dos portões de Undal. Sua mulher, Juliette Lux-Creigwely o acompanhava com o registro de mapas e diários de viagem, sendo também entusiasta das controversas pesquisas sobre a mitologia undalesca.

Sendo assim, é hora de pegar sua barraca e antipsicóticos, pois você vai iniciar uma exploração, uma jornada tripcodélica quando escutar este álbum. Não se sinta inibido a desligar a luz, ou acender apenas aquela luminária colorida. Se você foi injustamente colocado num manicômio, tente fugir mas antes dê um jeito de escutar este som com seus novos companheiros.




"Agora falando sério", Adam e Juliette é uma banda (?) com grande potencial, que tem seu público alvo definido, bem como seu objetivo. Estou torcendo muito por essa galera e espero que tenha a oportunidade de vê-los aqui na minha cidade ou em qualquer lugar.
Seu som traz requintes de rock progressivo, e muita psicodelia, arranjos eletrônicos (ou não) misturados a narrativas que temperam ainda mais o ambiente psicodélico.

Agora trago uma entrevista exclusiva da banda ao nosso portal psicodélico!

* Tá, agora que eu sei quem eram Adam e Juliette, quem são os integrantes/idealizadores da banda?

R: Iniciou-se com o próprio casal Creigwely, há mais anos do que podemos contar, fazendo versões baratas da música tradicional undalesca, para a qual lhes faltavam os instrumentos adequados. Eles faliram, então pouco depois a banda passou pra dois tios do Mariano Rimbowski, pai do Berga Rimbowski que foi quem nos convidou pra entrar. Foi quando o primeiro tio morreu de cirrose que o pai do Berga deixou ele chamar amigos pra banda, e fomos todos nós (Daniel Postal Danilo Mello Gabriel Dutra Julian Brzozowski). A gente entrou como quarteto de sopros, mas começamos a escrever música que era muito melancólica pra eles, então saíram todos e só restou a gente, até hoje.

Inevitável aqui não lembrar da importância dos Rimbowski para a solidificação do grupo enquanto tal. O casal Creigwely enquanto aventureiros mantinham tudo sob extremo controle, com muitas anotações, mapas, diários, notas de rodapé, mas na questão musical, foram os Rimbowski que alçaram o nome dos Creigwely do desconhecido, do anonimato, do ocaso, do ócio, do marasmo, do esquecimento, da amnésia. Os Rimbowski (e isso é uma questão um tanto quanto controversa até hoje), tinham uma rixa muito intensa com os Creigwely, dizem até que eles fizeram um duelo (o Mariano e o Adam Nikolai) para decidir quem ficaria com o direito sobre as músicas; o duelo terminou com o Adam seriamente ferido na contra-costas (o que o instigou a partir para a sua última aventura em busca dos portões de Undal), e o Mariano acabou morrendo semanas depois em decorrência dos ferimentos. Com peso na consciência, Adam Nikolai Creigwely cede os direitos para Berga, resultando no que temos hoje.


* Quais as influências musicais que contribuiram para sonorizar este álbum?
R: O "Kunstwerk im Zeitalter" da Reproduzierbarkeit; qualquer coisa do Reggie Watts (mas qualquer coisa mesmo); Walter Benjamin (principalmente as teses); algum Dave Matthews (principalmente o mais alto e magro); uma pitada de Rancière (mais na questão estética); pouco Skrillex (um ou dois e meio); leve Jamiroquai (com muito peso em certas partes); e o titio Fiódor Dostoiévski (ali pelos Demônios e o Idiota).


* Qual o público alvo e o que vocês esperam desse público?
R: Nosso público alvo são jovens entusiastas, esperamos que nos entusiasmem, assim como nos entusiasmam aqueles que se demonstram entusiasmados; mas também buscamos pescar das profundezas do cenário musical pessoas que até então não tiveram a oportunidade de ouvir algo que realmente as fizesse pensar, questionar, traze-las para uma realidade onde as possibilidades são ilimitadas, e não apenas 4/4.


* Além de Floripa (certo?) onde mais vocês costumam tocar, onde fazem seu circuito de shows?
R: Certo; certo; certo; certo. Itajaí; quiçá Sapiranga; L.A. é uma boa pedida, mas nada garantido; temos previsão de alcançar a lua, e fazer o primeiro show quando inaugurarem as habitações de colonização em Marte.

* O que vocês pensam sobre disponibilizar material fonográfico grátis na internet?
R: Achamos que é o único modo civilizado de se compartilhar música no mundo moderno, já que os louros do sucesso levando em conta outros métodos (CD) visam apenas enriquecer a já naufragada indústria fonográfica.

* Vocês acreditam na industria musical, ao dizer que a internet inibe a tiragem de vendas de albuns? (desculpem-me se direcionei a pergunta).
R: A compra de CDs, até que os anos passem para lhe permitir seu próprio apelo retrô, morreu, no sentido de: não mais vive. Não mais pode o pobre artista esperar receber seus anteriores 0,037% referentes à venda de seu disco no cestinho de 3 por 5 da Multisom do Iguatemi. Os tempos mudaram: temos carros voadores, robôs-empregada-doméstica e torrent. E achamos que disponibilizar o material fonográfico grátis na internet é o único modo civilizado de se compartilhar música no mundo moderno.

* O que vocês almejam p/ os meses seguintes, já tem algum álbum ou projeto em construção?
Resp: Almejamos o mundo, e isso é verdade. Concordo em grau, número e gênero, acrescentando lua e Marte.

* Manda um recado p/ o pessoal de Maceió e Brasil, aproveita e deixa sua contribuição, faz um pedido de álbum / música pra recomendar pra gente, um bem massa!
R: BJJJJJJJJ MACEEEEOOOOOOOOOOOOO PEDIMO "Kiss from a Rose", do Seal, mashupzado com o Boléro de Ravel.
Caramba, cacei tudo na internet e não achei esse mash-up. Desculpaê gente, mas seu "X-bacon vai sair sem queijo". Ponho esta animação interessante pra vocês curtirem a pedida da AJ.


Baixar em alta qualidade: http://goo.gl/N2Y0wj (ligação provida pela banda)
Página dos loucos: http://adamejuliette.com/
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pussy: Pussy Plays (1969)

Pussy

Pussy Plays (1969)


"Banda psicodélica excelente e álbum de difícil aquisição", citando uma leitura. Do Reino Unido (UK), Pussy fazia desde 1967(?) seu rockzinho psicodélico com a mais alta qualidade. Sua formação era um mistério, pois nunca revelaram sua identidade, mas recentemente se soube quem eram os autores dessa pérola: parece que os integrantes vêm de uma banda de meados de '60, The Creepers. 
Dek Boyce - Vocais
Steve Towsend - Bateria
Jez Turner - Baixo
Barry Clark - guitarra
Peter Whiteman - teclado
+ Danny Beckerman: compositor de 7 das 8 músicas

Lançado em 1969, sob o pequeno selo da Morgan Blue Town, o álbum "Pussy Plays", conta com 8 faixas autorais. Este álbum é descrito como a "bíblia dos fãs de progressivo e psicodélico". Seus LPs praticamente desapareceram, mas a obra ganhou relançamento em CD pela Demon Records Ltd.
O disco traz toques de progressivo mas é originalmente psicodélico, conta com ótimas viradas durante as músicas.

Steve Towsend, baterista, ajudou nos dias atuais a elucidar a obscura história do álbum, que nos remete a meados de 1960, Hertfordshire, onde Towsend, Dek Boyce e Jez Turner estavam envolvidos com a cena musical. Inicialmente éramos chamados The Creepers, mas quando a era psicodélico veio à tona, aparecemos com uns nomes estranho, chegamos a ser conhecidos como "We Shake Milk after the old milk posters". Chegamos a gravar algumas demos, mas nada sério, nada disponível comercialmente.
Na metade da década, The Creepers tocaram em festivais, sob Graham Bond Organisation, bem como The Who antes do lançamento do seu "My Generation". 
Cansados de serem "peixe grande em lago pequeno", decidiram ir ao cenário nacional. O baterista então pôs um aviso no Melody Makers, e assim conseguiu os novos integrantes, o guitarrista Barry Clark e o tecladista Peter Whiteman.
Clark se mostrou um músico amigável, com bons contatos. Ele era particularmente ligado a Danny Beckerman, compositor/produtor/arranjador de talento no Morgan Sound Recording Studios em Willesden, Londres. 
Beckerman, que já lançara materiais sob nomes como Fortes Mentum e Barnaby Rudge, estava com Barry Clark procurando uma banda para lançar sob seu novo selo de música progressiva, o Morgan Blue Town. Com Clark, Whiteman e Towsend, o baterista recrutou dois dos seus amigos na We Shake Milk, e eram agora 5 integrantes. Com instrumental e vocais adicionais supridos por Beckerman, nasceu o Pussy Plays. The Open Ground foi a única faixa "não-Beckerman", composta por Clark/Towsend. 
Então, o álbum era uma representação apurada da musicalidade da banda, ou um projeto de estúdio cuja banda foi a "mão de obra contratada" ? "Meio a meio" responde Steve Towsend. Tivemos uma participação maior ou menor em cada faixa. "Em The Open Ground, eu quis que tivesse aquele clima Tolkienesco, meio Lord of the Rings. Enquanto Beckerman era um escritor pop de estilo rebuscado, quisemos dar a seu álbum uma perspectiva contemporânea. Também fomos responsáveis pelo nome da banda, título e arte. O gato foi desenho de Gordon Beningfield, irmão de fé do Dek Boyce."
Enquanto Beckerman continuou uma série de lançamentos e pseudônimos, Towsend, Boyce e Turner voltaram à tranquilidade relativa de Hertfordshire em bandas como Twilly, deixando cópias do Pussy Plays a preço de barganha.
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

The Wilde Flowers: Wilde Flowers (1994)

The Wilde Flowers

Wilde Flowers (1994)

Formada em 1964, em Canterbury, Kent, Reino Unido, os Wilde Flowers são daquelas bandas com qualidade excepcional mas que não formaram uma discografia sólida. Foram responsáveis pela ascensão da cena musical de Canterbury, abrindo caminho para Soft Machine e Caravan, bandas de Rock e Rock progressivo que herdaram as influências e integrantes do Wilde Flowers.


Embora não tenham gravado um único disco em estúdio, essa banda deixou marcas duradouras que sobreviveram e, em 1994, foi lançado uma espécie de compilação da carreira da banda, gerando essa pérola.
Sua versão do blues "Parchman Farm" fala por si, e não preciso falar mais nada.

Integrantes:
Robert Wyatt
Dave Sinclair
Richard Sinclair
Hugh Hopper
Brian Hopper
Dave Lawrence
Kevin Ayers
Richard Coughlan
Pye Hastings
Graham Flight
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