sábado, 29 de março de 2014

Vecchio: Afro-Rock (1971)

Vecchio

Afro-Rock (1971)

Com muita percussão, sopros incríveis e um gingado único que o Brasil herdou. No álbum é possível ver influências do Dub, e o tema africano é muito bem explorado com bongos-conga, flauta e órgão funk.

É difícil definir, mas por vezes é considerado Spiritual Jazz.

Selo: Music de Wolfe (UK).

http://www.israbox.com/1146391954-mombasa-2-african-rhythms-blues-1976.html
http://whatsinmyipod.blogspot.com.br/2007/01/vecchio-afro-rock.html
http://contramaoprogrock.blogspot.com.br/2009_03_01_archive.html
http://www.ambientexotica.com/exorev270_vecchio_afrorock/

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sábado, 22 de março de 2014

Sérgio Sampaio

Natural de Cachoeiro do Itapemirim (ES), assim como o rei Roberto Carlos. Filho do sapateiro Raul Sampaio e da professora Maria de Lourdes Morais.
Suas canções passam por ritmos como samba, blues, rock n' roll. No Rio de Janeiro conheceu Raul Seixas, então produtor da CBS, com quem formou grande amizade e parceria. Foi fazer o teste para tocar com Paulo Diniz, mas acabou contratado em seu lugar. No ano seguinte, participou do coro de Renato e seus Blue Caps.

Em 1972 vence o IV FIC com a canção "Eu quero é botar meu bloco na rua", e em 1973 lança o primeiro LP pela gravadora Philips, que contava com "Cala a boca Zé Bedeu", canção que ouviu aos 16 anos de seu pai.
Censurado pela ditadura e pela moral, teve vida de boêmio, já chegou a mendigar para viver nas ruas do Rio de Janeiro. Morreu em 1994, decorrente de pancreatite, assim como Raul morrera em 1989.

+ Histórias:
Segundo o "Correio da lapa", há a notícia triste de que o irmão de Sérgio, Dedé Caiano, morreu de fome em sua morada. Mais por falta de força de viver do que de comida. Dedé ainda chegou a publicar um livro.
Frustrado na noite que deveria ter sido a de autógrafos, pegou os 20 exemplares (40 páginas, cada) e atirou-os às águas plácidas do Rio Itapemirim, o mesmo que recebera as cinzas do cronista Rubem Braga, enquanto gritava "Vou lançar meu livro!" seguido de uma gargalhada fatal, aguda e semelhante à rara gargalhada de Sérgio Sampaio.
Helinho, outro irmão dos ditos "artistas malditos" permanece vivo (informações de 2009), também perigando a escorregar na vida aguardente.
Raul Sampaio (pai), autor de "Cala a boca Zebedeu" era sapateiro e regia uma lira, compunha hinos e sambas malandro com grande cadência.
Outros "artistas malditos" são Jards Macalé, Luiz Melodia, Tom Zé, Jorge Mautner e Walter Franco.

Veja link aqui, calango!
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sábado, 25 de janeiro de 2014

Mopho

Mopho

Banda altamente psicodélica, é com enorme prazer que venho falar da Mopho, banda alagoana que veio botar pra f**** com muita psicodelia. Eles não estão nem aí pra modismos, não se preocupam em seguir tendência.


Em 1989, João Paulo e Junior Bocão já tocavam covers de Beatles em Arapiraca (AL). E 1994 João Paulo se mudou para Maceió e formou a Água Mineral (Rock and Roll  Blues), e em 1996 muda o nome para Mopho. Nasceu a Mopho. O nome é devido a brincadeiras com amigos que, na efervescência do movimento Manguebat (Recife) disseram que a banda ia "mofar" no estúdio.
Em 1997 a primeira demo tape, apenas em K7 com "Uma leitura mineral incrível" com apelo rock progressivo marcante.

Em 2000, pelo selo Baratos & Afins, é lançado o álbum homônimo "Mopho", muito aclamado pela crítica nacional e deu à banda projeção para participar de festivais de música diversos. O disco ainda figurou num TOP 35 da rádio californiana KALX; ganhou elogios de Arnaldo Baptista (Mutantes); Rogério Duprat; Wondermints (Banda americana).

Prestes a lançar o segundo trabalho, a banda se dissolve em 2003. Junior Bocão e Hélio Pisca vão para SP e formam a Casa Flutuante. 
Em 2004, a banda se reúne com apenas 2 membros da formação original e lança o sine Diabolo Nullus Deus (Baratos & Afins) com um som mais cru e rockérico, a exemplo de "Tanto barulho por nada" e "Hoje eu lembrei do seu sorriso".

Após um hiato de 5 a 7 anos, Mopho retorna com o lançamento do "Volume 3". Ouso citar Arnaldo Baptista, dizendo "o contrário de Mopho não é fômo, é vortêmo"


Claro que o mp3 nunca terá a qualidade original e você perde de ver muita coisa da Mopho, então para conferir e saborear TUDO que a Mopho tem, adquira o disco (físico) deles na loja Baratos & Afins ou na loja da Pisces.

Formação: João Paulo (Guitarra e voz); Hélio Pisca (bateria); Junior Beatle (baixo e voz); Marco Túlio (cordas); Leonardo Luiz (teclado).

Discografia de estúdio:
Capa Mopho (2000)

Capa Sine diabolo Nullus Deus (2004)

Capa Volume 3 (2011)
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